Por Dr. Chady Satt Farah

Quadro clínico do diabetes
DIABETES PODE FICAR ANOS SEM SINTOMAS?
Sim.
Muitas pessoas apresentam glicose elevada por vários anos sem perceber.
Enquanto isso, o excesso de açúcar no sangue pode lentamente afetar: • coração • rins • visão • nervos
Por isso exames preventivos são tão importantes, especialmente em pessoas com: ✔ histórico familiar ✔ excesso de peso ✔ pressão alta ✔ colesterol elevado
Detectar cedo pode evitar complicações futuras.
Por isso exames preventivos são tão importantes.
O rastreamento é ainda mais importante em pessoas com:✔ histórico familiar✔ obesidade✔ hipertensão✔ colesterol elevado✔ sedentarismo
Diagnóstico precoce pode evitar complicações graves no futuro.
Quais são os sintomas do diabetes?
O diabetes pode se desenvolver lentamente e, em muitas pessoas, permanecer sem sintomas por vários anos. Quando a glicose no sangue aumenta de forma mais significativa, alguns sinais podem aparecer:
* Sede excessiva; * Boca seca; * Urinar com frequência, inclusive durante a noite; * Fome aumentada; * Cansaço constante; * Perda de peso sem explicação; * Visão embaçada; * Infecções frequentes na pele, urina ou região genital; * Feridas que demoram para cicatrizar.
Esses sintomas ocorrem porque o organismo não consegue utilizar adequadamente a glicose como fonte de energia, apesar de ela estar circulando em excesso no sangue.
O que é a Cetoacidose Diabética?
A cetoacidose diabética é uma complicação grave do diabetes que ocorre quando o organismo tem falta importante de insulina.
Sem insulina suficiente, a glicose não consegue entrar adequadamente nas células para ser utilizada como fonte de energia. Embora exista muito açúcar circulando no sangue, as células ficam “sem combustível”.
Para sobreviver, o organismo passa a utilizar gordura como fonte alternativa de energia.
Durante esse processo, o fígado produz substâncias chamadas corpos cetônicos (cetonas).
Quando as cetonas se acumulam excessivamente:
* o sangue torna-se mais ácido; * ocorre desidratação importante; * surgem alterações metabólicas graves.
Daí o nome cetoacidose diabética:
* ceto = produção excessiva de cetonas; * acidose = aumento da acidez do sangue.
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Como ela acontece?
Etapa 1
Falta de insulina
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A glicose não entra nas células
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A glicemia sobe muito
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Etapa 2
O organismo interpreta que está “passando fome”
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Começa a queimar gordura
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Produção de cetonas
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Etapa 3
As cetonas acumulam-se no sangue
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Acidificação do organismo
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Desidratação intensa
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Principais sintomas
Inicialmente:
* sede intensa; * boca seca; * aumento da urina; * perda de peso; * fadiga.
Com a progressão:
* náuseas; * vômitos; * dor abdominal; * respiração rápida e profunda; * hálito adocicado ou semelhante a fruta; * sonolência.
Nos casos graves:
* confusão mental; * perda de consciência; * coma.
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Quem tem maior risco?
A cetoacidose é mais comum no diabetes tipo 1, mas também pode ocorrer em algumas situações no diabetes tipo 2.
Pode ser desencadeada por:
* infecções; * suspensão da insulina; * diagnóstico inicial do diabetes; * infarto; * AVC; * cirurgias; * estresse físico importante.
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Por que a respiração muda?
Quando o sangue fica ácido, o organismo tenta eliminar parte dessa acidez através dos pulmões.
Surge então a chamada respiração de Kussmaul:
* profunda; * rápida; * ofegante.
É um sinal clássico de cetoacidose grave.
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É uma emergência médica?
Sim.
A cetoacidose diabética necessita tratamento hospitalar urgente com:
* reposição de líquidos; * insulina intravenosa; * correção dos eletrólitos; * tratamento da causa desencadeante.
Sem tratamento adequado pode evoluir para coma diabético